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A distinção da diferença

A distinção da diferença
Tudo o que destoa do considerado comum, a sociedade intitula como diferente. É diferente, principalmente, porque se vê! Compara-se e gera as mais diversas reações, opiniões e emoções. 

Contudo, a diferença reside em todos nós. No que é visível aos olhos e no que está "incoberto". 

Todos temos dificuldades, sejam físicas, emocionais, cognitivas ou relacionais. Quando valorizamos as "diferenças" dos outros, geralmente, minimizamos as nossas, mesmo que seja de forma inconsciente. 

Não significa que, de facto, não existam dificuldades maiores que outras!

Para haver equidade devem-se promover medidas diferentes para obter a igualdade de circunstâncias. Por exemplo, um aluno com dificuldades cognitivas beneficia de mais apoio para atingir o mesmo sucesso escolar do aluno que o atinge facilmente.

Em doenças limitativas, obviamente, deve-se promover os apoios necessários para que obtenham circunstâncias idênticas aos outros, diminuindo os sentimentos de incapacidade e obtendo a admiração que merecem.

O que é importante reter, é que a diferença nem sempre é visível. Assisto diariamente a dificuldades graves que passam despercebidas! Por exemplo, as doenças do foro emocional que requerem medidas diferentes mas são observadas como problemas menores.

O segredo é simples. Não olhar para as dificuldades dos outros à luz das nossas. É fazer a diferença nas várias diferenças!

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