Sim, considero que todas as crianças têm super poderes. Sem excepção. Todas passam por situações difíceis na escola, em casa ou com os amigos em contextos sociais.
Segundo os adultos de referência, têm que estar atentos para aprender, saber brincar com os amigos, cumprirem regras, serem educados, resilientes, autónomos, saberem selecionar os conteúdos da Internet e dos jogos porque os pais já os aconselharam e manterem a autoregulação emocional.
Um feito excepcional que só pode ser transformado (de facto) em super poder, visto que ainda não detém experiências de vida, maturidade emocional e cognitiva nem apoio para tais comportamentos excepcionais.
Na verdade, não podem colocar baixa médica quando estão em sofrimento psicológico, nem decidir de forma autónoma, nem ter legitimidade e conhecimento para recorrer aos melhores recursos.
Os adultos devem realmente achar que as crianças têm poderes especiais. Com capacidade para estarem bem, independente da sua condição familiar ou social, motivados para aprender, com a devida atenção, bem dispostos e ainda a promoverem atitudes positivas.
Quando saem de casa tristes, atemotizados, culpados, vítimas de agressões ou num contexto com adultos em dificuldade têm que saber agir e chamar os seus super poderes. Para muitos pais, eles têm que saber resolver os seus problemas.
Ouço algumas vezes "o meu pai também me batia e nunca morri" ou "é parecido comigo, também chorava muito na escola" ou ainda "tem de obedecer à professora, é um preguiçoso. Ontem foi dormir às 3h, ficou no telemóvel. É um miúdo difícil ".
Observo que nuitas crianças são armas ou escudos de muita gente adulta.
Em algumas sessões de apoio, as crianças desejam ser invisíveis ou muito fortes. Sinceramente, perante estas situações também iria querer.

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