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A mostrar mensagens com a etiqueta Crianças

Já fazia falta!

As  brincadeiras q ue observo diariamente estão contaminadas por jogos online ou por vídeos do YouTube, apesar de algumas serem divertidas e criativas!  Inevitavelmente, lembro-me dos jogos que fazia quando era miúda. Alguns fazem falta hoje em dia! E muita!  Com pouco, treinávamos muitas competências e ainda nos riamos "à brava"! Vejamos! - O jogo do elástico: ótima brincadeira para treinar a área psicomotora, estando a fazer uma competição saudável com os pares. Poderia ser incluída numa aula de desporto, mas nunca vi nos dias de hoje. Neste jogo, também é importante que cada participante aguarde pela sua vez, competência que as crianças necessitam de adquirir nos dias de hoje. - O jogo do berlinde: em grupo, as crianças aperfeiçoavam a motricidade fina, a partilha, o convívio e a competição não violenta. E é um brinquedo barato! - A bota "Botilde" ou o "limão": Nunca mais vi este brinquedo à venda! As crianças utilizavam-no sozinhas ou em grupo, trein...

Proteção em demasia é "desproteção"

Ao longo dos anos a observar e a apoiar famílias e crianças tenho concluído que, na maior parte dos casos, as crianças mais frágeis foram as mais protegidas pelos pais/família. Têm muitos medos, inseguranças, poucas estratégias de resolução de conflitos e fraca preparação para ultrapassar os  desafios do quotidiano. Todas as espécies protegem as suas crias. É um sentimento inato e desenvolvido face à dependência e ao amor dos seres tão imaturos e frágeis. Mas a proteção é também desenvolver a autonomia. Por exemplo, os pássaros promovem que as suas crias voem, os felinos que aprendam a caçar e outros tantos exemplos que promovem a independência como forma de “proteção”, para se adaptarem ao meio e às dificuldades e, em último caso, como forma de sobrevivência. Assim sendo, não se intende que os seres humanos, em sentido de extrema proteção, condicionem a autonomia dos filhos. Inconscientemente estão a desprotegê-los do mundo. Em muitos casos, tornam-se crianças com p...

A visão que uma criança autista tem do mundo

O livro infantil "O Maxi no mundo de Santiago" é o segundo livro da coleção infantil que marca a diferença. Ao contrário do que já existe em prateleira, é um livro que retrata as dificuldades e as emoções das crianças para as próprias crianças! Neste livro, as autoras Sara Camilo e Patrícia Fonseca, retratam as arduidaddes e os sentimentos de uma criança autista (Santiago o menino do laço) e os direitos de autor revertem a favor da Associação Mais por Todos, que visa apoiar pessoas, familiares e amigos com deficiência intelectual e cognitiva. Tal como acontece no livro "O Martim mora em duas casas ", este também promove a aceitação da diferença e da inclusão, sempre com a premissa de que a diferença pode ser feliz. Ainda têm em comum a valorização da influência positiva dos animais no desenvolvimento infantil e nas suas dificuldades. Os profissionais na área poderão utilizar o livro como um instrumento de trabalho para falar sobre o tema aos mais novos. O Maxi n...

Podemos ser felizes na diferença!

Podemos ser felizes na diferença Como disse a querida Tânia Ribas de Oliveira, quando me entrevistou no programa Agora Nós, do dia 19 de Setembro, o livro veio alargar o apoio às crianças e suas famílias sem a barreira da "secretária" em ambiente de consultório.  Os mais pequenos poderão entender que, através da história do Martim, a diferença também pode ser feliz.  Não existem "casas" iguais. Existem pessoas que cuidam, que lhes dão afecto e amor, independentemente das circunstâncias.  Trabalho há 16 anos sob duas premissas: 1° - o que nos distingue enquanto profissionais é, sem dúvida, o que somos enquanto pessoas. A nossa experiência, sensibilidade e capacidade de criar confiança e empatia. Fundamental no trabalho com crianças.  2° - nada se conquista sozinho. O livro é exemplo disso. Foi com a colaboração de amigos e profissionais que se tornou possível. Assim como o trabalho com os mais pequenos. Sem o empenho e d...

O tempo de cada um

O tempo de cada um A idade é um indicador e não um critério! Existem inúmeros estudos que definem idades para determinadas aquisições, que nos permitem conhecer e entender o desenvolvimento das nossas crianças. Mas, cada criança tem o seu ritmo e a sua forma tão característica de adquirir as suas capacidades. A estimulação é fundamental,  mas nada melhor que experimentar por ela própria o que a vida tem para oferecer. Costumo ouvir com frequência que determinada criança ainda não consegue falar, andar ou comer de forma autónoma comparativamente a outras. Como se todos os miúdos tivessem que aprender determinada competência em tempo exacto! A sociedade cria estereótipos e competições nas aquisições mas esquecem-se, muitas vezes, das emoções! Por exemplo, uma criança de 3 anos está com dificuldades em retirar as fraldas mas possui uma capacidade fantástica de afecto e de socialização!  Mas,  ainda assim, o mais importante continua a ser as fraldas! Mais grave ainda, ...

Coisas de pais e filhos!

Coisas de pais e filhos! Por toda a parte encontramos sugestões, conselhos, instruções para educar melhor e tornar as crianças mais saudáveis e felizes! Conselhos práticos e até ideias fantásticas!  E na prática, adequam-se às dinâmicas das famílias e das crianças? Serão esses conselhos adequados a todas as realidades? Cada família é única! Cada criança é diferente! Este blog pretende partilhar conceitos básicos e aplicáveis! A seu tempo, adequado a todas as famílias, que na sua diferença, querem ter momentos felizes!