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Sou feliz

Sou feliz A busca pela felicidade é um caminho inglório quando se procura compensações nos outros, nas circunstâncias, nos objetos ou na sorte. A felicidade reside em nós e daí transcende para os momentos, para os bens e para as conquistas. Ser feliz é sorrir porque (simplesmente)  apetece, apreciar qualquer momento com satisfação e paz, liberdade de espírito e de opção. Não é fácil atingir esta sensação. Existem alguns fatores essenciais. 1. Gostar de nós Gostarmos de nós próprios de forma incondicional. A beleza e o sucesso do outro não deve fazer diferença em nós. Estamos bem, independentemente da idade ou condição. 2. Amar Quando amamos e somos amados. Seja pela família, amigos ou companheiro. É essa reciprocidade que nos dá poder, vontade e confiança. 3. Inspiração A capacidade de criar, imaginar e inspirar a nossa vida e dos demais. 4. Alegria contagiante Quando o nosso sorriso faz sorrir. Quando a negatividade não atinge o nosso est...

Aquilo que o amor não é

Aquilo que o amor não é Apesar das inúmeras teorias sobre o amor, na prática é bem diferente. Ao início existe sempre o encantamento, a tolerância nas expectativas não correspondidas e  a predisposição para dar mais do que recebe.  Mas a longo prazo, geralmente, tudo isto se altera. O que relativizámos anteriormente passa a não ser tolerado e quando as nossas expectativas não são satisfeitas cobra-se do outro, tornando algo que devia ser natural numa obrigação ou num receio de decepção. Aos poucos, o encantamento poderá transformar-se num sofrimento. É aquilo que o amor não é. Observo que as pessoas ao invés de procurarem o amor, procuram ser amadas. E mais uma vez, é aquilo que o amor não é. Procura-se de forma permanente, uma compensação imediata. Como se merecessemos receber sempre o melhor do outro sem ter que dar. Também não se pode criar a ilusão que a reciprocidade tem equidade de forma duradoura. Ou que a reciprocidade existe naturalmente quando duas pessoas...

Filhos de amor

Filhos de amor O amor pelos filhos é incondicional. É, sem dúvida. Já partilharam comigo que, simplesmente por terem a sua "semente" já produz um efeito de amor e pertença extraordinário! Assisti a alguns testemunhos de pais ao verem a primeira ecografia dos seus filhos.  No entanto, tento sempre frisar aos pais que os filhos não são um prolongamento de si, são de facto pessoas que nasceram de si, mas são individuais e únicos, como todos nós.  Será este amor possível em filhos não biológicos? Claro que sim! O caso das adoções, dos companheiros que assumem as crianças como filhos, os filhos das pessoas amigas que adoramos e entre tantos outros exemplos.  Sei que a carga genética terá o seu contributo mas o amor transcende. Daí também a nossa capacidade de amar verdadeiramente fora da família de pertença.  Eu amo a minha sobrinha (na foto). Dava a vida por ela como daria pelo meu filho biológico. Claro que neste exemplo existe o f...