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A mostrar mensagens com a etiqueta desenvolvimento infantil

Já fazia falta!

As  brincadeiras q ue observo diariamente estão contaminadas por jogos online ou por vídeos do YouTube, apesar de algumas serem divertidas e criativas!  Inevitavelmente, lembro-me dos jogos que fazia quando era miúda. Alguns fazem falta hoje em dia! E muita!  Com pouco, treinávamos muitas competências e ainda nos riamos "à brava"! Vejamos! - O jogo do elástico: ótima brincadeira para treinar a área psicomotora, estando a fazer uma competição saudável com os pares. Poderia ser incluída numa aula de desporto, mas nunca vi nos dias de hoje. Neste jogo, também é importante que cada participante aguarde pela sua vez, competência que as crianças necessitam de adquirir nos dias de hoje. - O jogo do berlinde: em grupo, as crianças aperfeiçoavam a motricidade fina, a partilha, o convívio e a competição não violenta. E é um brinquedo barato! - A bota "Botilde" ou o "limão": Nunca mais vi este brinquedo à venda! As crianças utilizavam-no sozinhas ou em grupo, trein...

O teu caminho

O teu caminho Para ti, o melhor caminho... O mais feliz, o mais vitorioso, o mais gratificante e o mais saudável. Um caminho bem melhor que o meu, ou em alguns casos, tão feliz como o meu.  Desejam os pais para o futuro dos filhos. Com toda a legitimidade e coração.  Em muitos casos, desejam que os filhos concretizem os objetivos que os pais não conseguiram. Dizia-me um pai em consulta: "O meu maior desejo era ter sido engenheiro. Eu não consegui, mas o meu filho irá ser!". Por melhor que seja este desejo paterno em relação ao seu filho, está a anular o que o filho ambiciona para si. Poderá essa criança dizer mais tarde "eu gostava de ter sido enfermeiro mas por desejo do meu pai formei-me em engenheiria". Os filhos não podem ser o prolongamento dos pais. Têm desejos e aptidões muito próprias. Os pais devem ser uma fonte de inspiração e não uma fonte de imposição. A liberdade de escolha é um bem precioso, que deve ser cultivado e respeitado. Os pais ...

O que seria de mim sem ti!

O que seria de mim sem ti A barriga da mãe cresce, assim como as inseguranças do que "está cá fora"! As crianças desejam um irmão para brincar, partilhar momentos e dividir emoções. Mas, desejam igualmente continuar a ter a atenção e amor previligiado dos seus pais. Surge uma ambiguidade emocional nas crianças que, normalmente, se refletem em comportamentos instáveis de chamadas de atenção. Em alguns casos, com queixas somáticas. Começam a ter dores (de barriga, de cabeça, indispostos, com irritabilidade, entre outros específicos a cada caso). Observei, ao longo dos anos, os mais diversos tipos de reações. Geralmente, à frente dos pais entram em conflito com irmão/irmã mais novo/a, mas sozinhos com os respectivos são meigos e atenciosos. É um misto de amor e ciúme. Para os adultos, pode ser entendido como uma "fase". Para a criança não será bem assim. Ainda em processo de reestruturação das suas emoções e personalidade, uma extrema insegurança ou uma alte...

O tempo de cada um

O tempo de cada um A idade é um indicador e não um critério! Existem inúmeros estudos que definem idades para determinadas aquisições, que nos permitem conhecer e entender o desenvolvimento das nossas crianças. Mas, cada criança tem o seu ritmo e a sua forma tão característica de adquirir as suas capacidades. A estimulação é fundamental,  mas nada melhor que experimentar por ela própria o que a vida tem para oferecer. Costumo ouvir com frequência que determinada criança ainda não consegue falar, andar ou comer de forma autónoma comparativamente a outras. Como se todos os miúdos tivessem que aprender determinada competência em tempo exacto! A sociedade cria estereótipos e competições nas aquisições mas esquecem-se, muitas vezes, das emoções! Por exemplo, uma criança de 3 anos está com dificuldades em retirar as fraldas mas possui uma capacidade fantástica de afecto e de socialização!  Mas,  ainda assim, o mais importante continua a ser as fraldas! Mais grave ainda, ...

Mãe tenho fome!

Mãe, tenho fome! Quando me diz isso, percebo que ele quer doces. Pergunto: "Queres fruta?"; responde: "Não, tenho fome!" (os avós habituam-no mal!). Durante o ano lectivo, observei os lanches que os miúdos traziam para a escola. Foi implementado por alguns professores "o lanche saudável". Quem mostrasse um lanche considerado saudável ganhava pontos. Uma forma lúdica de incentivar as crianças e os pais a criarem hábitos alimentares saudáveis aos filhos. No entanto, o conceito só era conseguido a metade. O leite vem acompanhado pelo pão com chocolate ou de bolos. A fruta não era opção (ou pelo menos da maioria). A alimentação é um hábito. Logicamente habituamo-nos mais facilmente ao que é doce e saciante. Se uma criança for habituada desde cedo a fazer uma alimentação variada, mais fácil se torna quebrar os maus hábitos. No entanto, temos que saber distinguir o que é capricho das crianças e o que realmente não gostam. Se os adultos selecion...

Proteção em demasia é "desproteção"!

Proteção em demasia é "desproteção"! Ao longo dos anos a observar e a apoiar famílias e crianças tenho concluído que, na maior parte dos casos, as crianças mais frágeis foram as mais protegidas pelos pais/família. Têm muitos medos, inseguranças, poucas estratégias de resolução de conflitos e fraca preparação para ultrapassar os desafios do quotidiano. Todas as espécies protegem as suas crias. É um sentimento inato e desenvolvido face à dependência e ao amor dos seres tão imaturos e frágeis. Mas a proteção é também desenvolver a autonomia. Por exemplo, os pássaros promovem que as suas crias voem, os felinos que aprendam a caçar e outros tantos exemplos que promovem a independência como forma de “proteção”, para se adaptarem ao meio e às dificuldades e, em último caso, como forma de sobrevivência. Assim sendo, não se intende que os seres humanos, em sentido de extrema proteção, condicionem a autonomia dos filhos. Inconscientemente estão a desprotegê-los do mu...