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Faz o que digo, não o que faço!

Faz o que digo, não o que faço

Muitas felicidades residem por detrás dos estereótipos sociais.


Dentro de um gabinete, tenho o privilégio de conhecer os mais profundos e honestos sentimentos. Lá dentro, não existe crítica ou censura. As pessoas têm liberdade de espírito. Por breves momentos, além de mães, são também mulheres com necessidades e desejos que, no exterior, são socialmente antagónicos com os valores sociais ou familiares.


Antes de ser mães, saiam à noite, jantavam com amigas, viajavam e conheciam novas pessoas. Como é óbvio, o papel de mãe tem condicionantes que devem ser compreendidos. As mulheres devem adaptar-se e serem felizes na sua responsabilidade.


Contudo, algumas mães confessam-me que a sociedade limita a expansão para os outros papéis. Além de mães, são filhas, amigas, profissionais, amantes e mulheres com direito à sua individualidade. Observo que, por vezes, a sociedade (ou grupo social)  confunde-os, criticando as mães que, por exemplo, também querem usufruir de momentos sociais ou até profissionais.


Considero que o amor a um filho não deve ser equiparado ao gosto que ela tem em sair com os amigos ou de ficar a trabalhar até mais tarde. O equilíbrio entre os diversos papéis é muito difícil de conseguir. A pressão de ser mãe a 90% continua a ser forte. Se assim não for, pode ser considerada "má mãe" , "irresponsável"  ou "imatura" .

Um dia, uma mãe muito deprimida disse-me:"o meu filho está em primeiro lugar ". Eu respondo :"por ele estar em primeiro, é que tem que cuidar de si. Agora você é a prioridade para ele puder vir a usufruir de uma mãe alegre e tranquila". Estar bem para dar o melhor ao outro!. Ou seja, interessa que sejam mães felizes para viverem a maternidade com mais disposição.

Assim sendo, mães felizes também têm hobbies, têm realização profissional, têm amigos e têm que namorar.

Para mães que não têm apoio familiar, aconselho a praticar desporto ou atividades em simultâneo aos seus filhos, que convidem amigos para convívio caseiro e que vivam equilibradamente os seus desejos sem culpa. O mais importante é que os filhos filtrem a vosso bem estar. Mostrar às crianças as várias responsabilidades de uma pessoa também é uma forma saudável de os fazer crescer.


Não existe uma fórmula certa para desempenhar bem ou mal o papel de mãe. Deve ser valorizado mas sem permitir a anulação de outros papéis fundamentais para o bem estar individual. Uma mãe infeliz (ou cansada) que dedica 90% do seu tempo ao(s)  seu(s) filho(s)  pode ser mais prejudicial que uma mãe que se dedica 20% mas que se sente feliz.


Vive-se de experiências não de estereótipos.



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