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Inventar

Inventar!
É urgente inventar! Há uns anos atrás, eu inventava brincadeiras! Não só por ter poucos recursos económicos mas também porque havia "liberdade" e espaço para brincar na rua com os brinquedos disponíveis na altura.

Quando não havia brinquedos, inventavam-se (lembro-me de despejar o líquido do limpa vidros para ter uma pistola de água). Na verdade fui feliz. Era uma paródia com os amigos da minha rua!

Os tempos mudaram, e as tecnologias vieram acrescentar o seu contributo positivo, mas também a permanência das crianças em casa. Ainda existem os Legos, os pyalmobil, os pinipons, as barbies e outros bem mais evoluídos e aliciantes.

Mas, pelo que assisto na minha experiência profissional, já existe tanta "coisa pronta" que dificulta a necessidade de inventar!

Inventar estimula a criatividade, a inteligência, a satisfação e a alegria da premissa que "do pouco se faz muito"!

Eu tive brinquedos que adorei, mas as minhas lembranças são das pessoas com quem partilhei! Seja da pistola de água improvisada ou da Barbie mais bonita.

Numa sociedade onde a oferta é imensa e aliciante, devemos estimular aquela onde é permitido a interacção. Já dizia Jean Piaget que o desenvolvimento se enriquece na interacção com o objecto. Acrescento o objeto a pessoas, onde para além do desenvolvimento cognitivo, será possível desenvolver conceitos sociais fundamentais para o futuro.

Ainda bem que, mesmo com avanço tecnológico, existem skates, bicicletas, trotinetes, patins e bolas!

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