Avançar para o conteúdo principal

O que seria de mim sem ti!

O que seria de mim sem ti
A barriga da mãe cresce, assim como as inseguranças do que "está cá fora"!

As crianças desejam um irmão para brincar, partilhar momentos e dividir emoções. Mas, desejam igualmente continuar a ter a atenção e amor previligiado dos seus pais. Surge uma ambiguidade emocional nas crianças que, normalmente, se refletem em comportamentos instáveis de chamadas de atenção.

Em alguns casos, com queixas somáticas. Começam a ter dores (de barriga, de cabeça, indispostos, com irritabilidade, entre outros específicos a cada caso).

Observei, ao longo dos anos, os mais diversos tipos de reações. Geralmente, à frente dos pais entram em conflito com irmão/irmã mais novo/a, mas sozinhos com os respectivos são meigos e atenciosos. É um misto de amor e ciúme.

Para os adultos, pode ser entendido como uma "fase". Para a criança não será bem assim. Ainda em processo de reestruturação das suas emoções e personalidade, uma extrema insegurança ou uma alteração drástica da rotina afectuosa com a família, poderá ter impacto na construção da sua autonomia, autoestima, autoconfiança, humor e sociabilidade.

Os pais devem mostrar-se compreensivos às inseguranças dos filhos mais velhos, permitir o diálogo e assegurar as suas dúvidas. Não devem ser permissivos às comportamentos negativos. Mas devem tentar compreender os seus receios e desmistificar as suas crenças negativas.

Devem mostrar que o amor não tem lugar, número ou circunstância.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

A fragilidade das opções

Dizem as "minhas" pessoas em consulta:  - Temos que (constantemente) tomar opções.  Muitas delas, focadas nos outros, nas circunstâncias e, às vezes, no que nos parece mais fácil ou na que recebemos mais apoio. Raramente decidimos algo em que o caminho seja a solo.  Abdicamos, adiamos e até desistimos de concretizar ou fazer coisas. Criamos ilusões e vivemos desilusões, mas tentamos manter-nos fiéis no caminho, cada vez mais estreito, que julgamos ser o melhor, mais lógico, mais correto e seguro.  O que nós desejamos fica num passado onde as circunstâncias, o conformismo, a pressão social e até o medo não nos deixaram voltar a agarrar.  Vivemos então de queixas e angústias,  atribuídas à má sorte. E assim continuamos, em dias mais ou menos bons, ocupados por obrigações ou rotinas que servem, na maioria das vezes, para nos esquercermos que podiamos ser e/ou fazer outras tantas coisas.   Porque é que já não há tempo e condições para as realizar? Porque voltamos a tomar as mesma

Não é sobre ter tudo, é sobre ter o melhor

Este texto é um olhar sobre as (in)satisfações humanas. Não é sobre ter tudo. É acerca de ter o melhor (para cada um de nós).  Tem a ver com o que temos, com o que vamos conseguir alcançar e ainda com o que acreditamos conquistar com um brilho no olhos, mas sem nos dispersamos em ilusões demasiado ambiciosas.  Existem tantas opções! O desconhecimento é o melhor amigo da frustração. Não vale a pena idealizar uma ou duas opções, quando existe um mundo!  Ser feliz é a soma das "pequenas" coisas. Assim, podemos ricos em experiências. Aquelas que mais gostamos e têm a ver com a nossa forma de ser. Ficamos mais leves e saudáveis. Devemos distinguir as felicidades individuais, aquelas que só dependem de nós, das coletivas, onde me sinto feliz com o outro (ou outros). Neste caso, contamos inevitavelmente com a vontade de alguém, mas nunca queiram uma relação dependência! Dizem os mais velhos e experientes que as experiências partilhadas, são sempre as melhores! De facto, são as que n

As relações atuais estão do avesso

Sempre conheci histórias de amor e não me refiro apenas às que encontramos nos livros. A minha profissão também me permitiu (e ainda permite) conhecer centenas de histórias de amor reais, onde há sempre um começo, um meio e um fim. Independentemente, da duração destas fases, todas as pessoas já as viveram, ainda as vivem ou querem ainda viver (há mesmo muitas pessoas a procurar viver algo diferente e compensador). Mas, as relações ou a procura das mesmas estão do avesso! Ou seja, nem sempre se alimenta e nem se saboreia o princípio e o meio de uma relação, tendo um fim rápido e inevitável a curto prazo. Hoje em dia, observo a facilidade e a carência de um envolvimento, onde não há espaço para construir, conhecer e adaptarem-se ao outro. Atualmente, procuram-se conversas agradáveis através de mensagens escritas nas apps, onde a expetativa vai aumentando e depressa se passa para o fim, sem antes passar "pela casa da partida".  Muitas pessoas que acompanh