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A invisibilidade da depressão em tempos de afastamento social

Há uns tempos atrás, tínhamos um "mundo" para explorar , para conquistar, relativamente livre e seguro. Atualmente, devido à pandemia, instalou-se uma barreira social, onde as experiências de vida ficaram limitadas e difíceis para muitas pessoas. Houve um prejuízo social, profissional, financeiro, familiar e principalmente na nossa liberdade individual de vida. Como psicóloga, as estratégias para apoiar as pessoas com depressão tornaram-se ainda mais difíceis. Além do afastamento emocional que essas pessoas sentem do mundo e de quem as rodeia, há efetivamente um afastamento obrigatório, que devasta quem sofre desta doença. Muitas relações através do ecrã ou das redes sociais são frustrantes para quem já tem a autoestima de rastos. Muitos laços se perdem ou se apagam num dia de diálogo. Não há o contato de apoio. E este sofrimento perde-se em quatro paredes, longe dos olhares, de um abraço, de um gesto de conforto e de um beijo de esperança. É tão difícil para quem sofre em silêncio, agora mais isolado que nunca. E onde o seu esconderijo é cada vez mais invisível ao mundo. A depressão não é um estado de espírito. É uma doença. Este pequeno artigo é um alerta. Existe sempre (infelizmente) alguém que conhecemos que poderá estar a sofrer, em silêncio. Esta fase também nos alertou para a valorização humana. Também nos fez pensar, valorizar e adaptar. Ainda há vida e muito a experienciar. Ainda podemos ser atentos, criativos e amigos. Um pequeno grande gesto, nesta fase, pode fazer a diferença. Mesmo em afastamento social.

Comentários

  1. A depressão anda camuflada, nos dias de hoje. Pessoas sofrem em silêncio, porque a sociedade simplesmente foge destas pessoas, tal como os amigos e a família.

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