Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Duas bicicletas iguais a uma

Duas bicicletas iguais a uma! Ir passear com os filhos é muito bom. Interagir com eles é muito melhor! Não sou mãe de ficar sentada a admirar as proezas do meu filho num jardim, por exemplo, a andar de bicicleta. Se assim fosse já seria bem bom. Mas quero melhor. Quero fazer corridas de bike, de trotinete ou de skate, quero jogar à bola, quero que ele sinta que pode contar comigo, inclusive nas brincadeiras. Duas bicicletas são iguais a uma! A uma manhã divertida, a uma volta competitiva, a uma experiência agradável! E ele pode, com legitimidade, dizer aos amigos que é mais rápido que a mãe, que me ensinou a andar se skate, que marcou 10 golos no jogo de futebol, e com toda a naturalidade do mundo! Lembro-me que tinha 18 anos quando fui, pela primeira vez, buscar o meu sobrinho à escola. Os outros miúdos olharam para mim, depois para ele e disseram... "tens uma tia tão nova!". E era. Hoje, 20 anos mais tarde, continuo a sentir-me nova. Não para parecer...

A família do coração

A família do coração! Costumo ouvir muitas vezes na consulta de psicologia que o grande apoio de muitas pessoas são os seus amigos...infelizmente, em muitos casos, os amigos estão mais disponíveis que a família...e sem julgamentos ou criticas! É a ligação do coração, aquela que escolhemos livremente! E, quando são dos bons, são o pilar da nossa vida. Tenho o privilégio de manter amigos de infância e de conter amigos mais recentes como irmãos, numa cumplicidade de alegria, de bem-estar e de dedicação reciproca. O melhor conceito de amizade que posso dar ao meu filho é permitir-lhe vivenciar isso! E com exemplos meus! Conhecendo, interagindo nesse ambiente harmonioso e feliz! Na reunião de pais na escola, uma das observações da professora foi que ele valorizava a amizade, sendo alegre, prestável e leal! Que excelente alicerce construí nele através do que eu e os meus amigos do coração lhe damos! No seu ciclo familiar ele incluí...

Regras e disciplina, para que vos quero?

Regras e disciplina, para que vos quero? Muitos pais têm dificuldade em estabelecer as regras aos seus filhos. Devemos perceber qual é o limite, o que devemos permitir ou não às crianças. Em primeiro lugar, em condições normais, elas são enérgicas, alegres e vivem para o presente. Assim, devemos esperar que corram e saltem, que cantem e que falem alto, que riam, que chorem, que façam barulho a brincar e a inventar, que peçam coisas e que, por vezes, sejam desastradas. Por isso, mediante o contexto, devemos permitir que sejam crianças, com o tal limite que estipulamos e clarificamos desde o início – estabilidade ao longo do tempo. Por exemplo, se permito que os meus filhos cantem alto na rua porque me sinto contente, não devo proibi-los de fazerem o mesmo, no dia seguinte, porque estou cansada ou chateada. De igual forma devemos proceder com o limite que se impõe nas regras – isto é, deixo as crianças cantar mas já não permito que corram na rua, perto da estrada, porque é perigoso ...

O que um animal de estimação me ensinou...

O que um animal de estimação me ensinou... Há 15 anos atrás, recebi um menino de 6 anos na consulta de psicologia do hospital de Dona Estefânia. Não falava comigo. Aliás, essa era uma das razões do encaminhamento... Após mostrar-lhe inúmeros brinquedos, consegui motiva-lo a desenhar. Obtive 10 folhas com um rabisco de um animal, que desenhava a sorrir. Percebi pela mãe que era o seu animal de estimação, com quem tinha uma enorme cumplicidade. Após algumas consultas sem falar, propôs que trouxesse o tal porquinho da Índia à consulta. Nunca vou esquecer de tal experiência... Iniciei a terapia de uma forma original! Eu falava com o menino através do porquinho e ele, de forma pura e confiante, respondia-me como se fosse o animal a falar! A partir daí, a criança confiou em mim e as restantes consultas decorreram normalmente. Durante toda a minha infância tive cães. Lembro-me que, tal como o menino da consulta, desenvolvia uma relação de cumplicidade e de afecto com eles. O feedba...

Proteção em demasia é "desproteção"!

Proteção em demasia é "desproteção"! Ao longo dos anos a observar e a apoiar famílias e crianças tenho concluído que, na maior parte dos casos, as crianças mais frágeis foram as mais protegidas pelos pais/família. Têm muitos medos, inseguranças, poucas estratégias de resolução de conflitos e fraca preparação para ultrapassar os desafios do quotidiano. Todas as espécies protegem as suas crias. É um sentimento inato e desenvolvido face à dependência e ao amor dos seres tão imaturos e frágeis. Mas a proteção é também desenvolver a autonomia. Por exemplo, os pássaros promovem que as suas crias voem, os felinos que aprendam a caçar e outros tantos exemplos que promovem a independência como forma de “proteção”, para se adaptarem ao meio e às dificuldades e, em último caso, como forma de sobrevivência. Assim sendo, não se intende que os seres humanos, em sentido de extrema proteção, condicionem a autonomia dos filhos. Inconscientemente estão a desprotegê-los do mu...

Quero igual à tia!!!

Quero igual à tia!!!  Na foto, eu com a minha sobrinha! Submeti-me a uma sessão de maquilhagem feita por ela... Tudo isto porque queremos ficar bonitas! Não é que ela me veja muito maquilhada, mas inspira-se nos meus "truques de beleza", no que uso, nos meus penteados, pulseiras e afins.  Tal como ela, inúmeras crianças identificam-se com outros elementos da família ou amigos.  Ao longo do meu percurso profissional e pessoal, observei diversos "fascínios" das crianças, falando da tia, do tio, do avô, da avó, da prima ou de outra pessoa com orgulho e admiração!  É importante que a pessoa que a criança admira seja responsável pelo que lhe transmite e proporciona pois terá impacto no seu desenvolvimento emocional.  Do pouco que lhe damos é alegria na certa! Não existem formulas mágicas para essa conquista. Valorizar a criança nas suas vitórias, brincar e inventar é o caminho mais fácil! E não há nada de mal em ficar (esborratada) maquil...

Coisas de pais e filhos!

Coisas de pais e filhos! Por toda a parte encontramos sugestões, conselhos, instruções para educar melhor e tornar as crianças mais saudáveis e felizes! Conselhos práticos e até ideias fantásticas!  E na prática, adequam-se às dinâmicas das famílias e das crianças? Serão esses conselhos adequados a todas as realidades? Cada família é única! Cada criança é diferente! Este blog pretende partilhar conceitos básicos e aplicáveis! A seu tempo, adequado a todas as famílias, que na sua diferença, querem ter momentos felizes!